Votar pela Democracia e pelo futuro de Portugal

Legislativas de 2015

 

O acto eleitoral do próximo dia 4 de Outubro decorre num dos momentos mais difíceis da história democrática do País.

Os últimos 4 anos foram marcados por um programa de assistência financeira internacional que se fez sobretudo à custa dos rendimentos do trabalho, incidindo sobre salários e pensões.

Se a Democracia não se esgota nos actos eleitorais e no exercício do direito de voto, este não deixa de ser o momento em que, todos e todas, devem expressar a sua posição de forma clara e inequívoca sobre as políticas seguidas e os seus resultados.

Mas este não é o momento de julgar apenas o passado. O acto eleitoral assume a sua principal relevância por ser através do voto que, perante as alternativas que nos são apresentadas, determinarmos qual o futuro que queremos para Portugal, qual o projecto e a via que pretendemos seguir para garantir os objectivos que nos unem: o crescimento económico; a criação de emprego; o reforço dos direitos dos trabalhadores e da justiça e da protecção social e a defesa do Estado Social.

Para tal, impõe-se que os cidadãos votem em consciência e de forma esclarecida, esperando a UGT que todos o procurem fazer e que os partidos políticos contribuam, com opções e mensagens claras, para que tal se verifique.

A UGT tem presente que, já anteriormente realizou um apelo ao voto. Mas a UGT tem também presente que, neste momento em que o debate político se intensifica e se que iniciou o período de campanha eleitoral, tal apelo deve ser reiterado.

Os últimos actos eleitorais têm sido marcados por um elevado nível de abstenção, fenómeno que, sendo uma expressão da liberdade democrática, não deixa também de ser a negação da Democracia enquanto projecto comum, em que a responsabilidade de cada um é fundamental para a concretização de uma sociedade mais justa, participada e solidária.

Por isso, e face a um acto eleitoral que assume a relevância que o actual momento do País lhe confere, mais uma vez apelamos a que, no próximo dia 4 de Outubro, todos cumpram com a responsabilidade que Abril neles depositou, acorrendo às urnas para fazer cumprir a Democracia.

Votar é um direito, mas é também um dever. Pelos trabalhadores, pensionistas, desempregados, mulheres e jovens. Pela democracia. Pelo futuro de Portugal. POR TODOS NÓS.

Aprovado por Unanimidade e Aclamação

Lisboa, 22 de Setembro de 2015

O SECRETARIADO NACIONAL